Rodrigo Mikhael | José Heitor Santiago | Manuel da Rosalina | Raimundo Manuel Barros l Ariel I Eshar I Aurelius
domingo, 22 de abril de 2012
A mente mente
Quero...
sábado, 14 de abril de 2012
Olhar
e sobeje,
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Coisas
fazer e sê-las,
resolvendo a ancestral dualidade do género
em consonância com o Verbo,
o Anima da alma.
De mulher, igualmente;
combatentes de inquietante Animus
que também acossa desde primo tempo.
De Homem,
e também é céu,
e até a pequenez.
domingo, 8 de abril de 2012
Sobre o arame
sábado, 7 de abril de 2012
(In)Felicidade
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Pessach
todos os filhos de Deus!
segunda-feira, 19 de março de 2012
O Clarinete e suas Vozes
Programa
Claude Debussy – Primeira Rapsódia para clarinete e piano (1910)
Jörg Widmann – Cinco Fragmentos para clarinete (em lá e Sib) e piano (1997), estreia nacional
George Gershwin – Somebody Loves Me para clarinete e piano (1924) Arr. Art Marshall
George Gershwin – Summertime para clarinete e piano (1935) Arr. Art Marshall
Intervalo
Gioachino Rossini – Introdução, Tema e Variações para clarinete e orquestra (1819), da Ópera La Donna del Lago.
Pedro F. Sousa – Tejo, meu Fado para voz, clarinete e piano (2011), Poema – João Araújo, estreia absoluta.
Alain Oulman – Fado Português, poema de José Régio (1970), Arr. Rui Ribeiro
Alain Oulman – Maria Lisboa, poema de David Mourão-Ferreira (1970), Arr. Rui Ribeiro
Frederico de Freitas – Rua do Capelão, poema de Júlio Dantas (1931), Arr. José Balegas Gonçalves
Canção tradicional judaica – Choson Kala Mazel Tov, Arr. José Balegas Gonçalves
Intérpretes:
Ruben Marques Jacinto – Clarinete
Luís Bastos Machado – Piano
Ana Roque – voz
Grupo Coral do Montijo/maestro José Balegas Gonçalves
Entrada: EUR 5,00
Reservas: 212327882 / 212327880
sábado, 17 de março de 2012
Além Terra
segunda-feira, 5 de março de 2012
Malsão
Ser outro ser...
domingo, 4 de março de 2012
A esperança de um céu
sexta-feira, 2 de março de 2012
Sentidos
E é aqui
nem mesmo sobre mim tão pouco.
Devo apenas divagar.
É-me permitido (re)pensar,
mas sem me repetir
para ter o desejo de me viver.
E é aqui, no sítio mais alto
onde me habito,
que me recolho
e mais longe me sinto de tudo,
na solidão de que necessito,
tatuando as paredes de meu quarto
com a poesia do Amor,
para me ser no que mais sou
e que me goste se merecer.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Poesia
os mais profundos sentimentos
da alma
à consciência dos dias
feitos de versos
tecidos com fios de luz.
A poesia
é dos poetas
que de tão vivos
sabem eternizar o canto
e o belo
de todas as palavras
de todos os Eus.
A poesia
não tem razão
tem sabedoria.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Amor
domingo, 26 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Queria despir-me...
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Sou predador...
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Ínfimo dos reinos
Serei eu que me conduzo
ou este meu mundo que se leva?
Só...
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Heresia de Carmen Fossari (Prefácio)
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
El Carmen
e Quintana
e trajas-te de diva Florianopolis
e nas veias corre-te o sangue das cores de Fossari
e a dramaturgia de Nelson tem também morada em tua alma
e contracenas com as mais belas canções de Vinícios,
como se em palco igualmente pudesses ser a bossa-nova…
E as palavras que te povoam
saem-te, como pássaros de oiro, com asas de céu,
para que se cumpram nas rotas do Atlântico
e sejam pedras da grande frátria lusófona
e a face Humana do êxtase, esculpidas pela tua poesia.
(poema dedicado à grande poeta brasileira Carmen Fossari, autora de Heresia)
A Poeta da Poesia
alma feminina,
corpo mundo,
o ritmo das ruas apinhadas de esperança,
rios nascidos de um templo sagrado,
a respiração ofegante dos sentimentos,
o amor que muitos anseiam,
o aroma de uma nova era,
e um céu bordado de estrelas...
E é demasiado iluminada,
para ser mortal
por ser um dom
de tão bendita Alma-Poeta.
Guardo-a religiosamente,
na minha essência
e declamo-a como mantra,
para que nunca me perca.
(poema dedicado à grande poeta brasileira Carmen Regina Dias)
domingo, 25 de dezembro de 2011
Em vésperas de Natal
Foram muitos,
também crianças,
os que partiram de comboio,
naquele rigoroso inverno,
em vésperas de Natal,
com uma estrela cosida na roupa,
em direção, não ao Pólo Norte,
onde reside São Nicolau,
mas a Auschwitz-Birkenau.
Foram muitos
os que chegaram,
mas alguns não o viveram,
sem entender por quê.
Ainda hoje, me custa crer
que haja viagens com esses destinos,
seja ou não Natal,
que tenha acontecido ontem
e tudo já esteja imemorial.
João Marques Jacinto
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Os destinos do Homem e D`Eus
Revelação
Suspiros
E assim, sou reflexo do céu.
E o espelho deve estar em consonância com a imagem.
E por cada suspiro que dou,
há uma estrela que aumenta a intensidade de seu brilho.
E mesmo que queira,
nem sempre há brilho suficiente, numa qualquer estrela,
que me leve a ter uma respiração anelante.
E nem sempre nos meus suspiros
há verdade capaz de provocar movimento
seja ao que for.
E continuo observando o céu, em mim,
e o firmamento onde me perco,
à espera de qualquer entendimento
que justifique este sincronismo,
para além desta realidade.
Berço de poesia
onde escrevo o que me digo,
que habito nas horas mortas
e me refugio em silêncio,
das exigentes rotinas de vencedores,
das expectativas a viris respostas,
do confronto em esforço com a dúvida,
da carência de quem mal se conhece...
Fecho-me neste berço de poesia,
onde atentamente tudo em mim observo,
rendido ao incentivo da procura,
na solidão que me conforta ao (re)encontro
do que fui, desde sempre,
e não me lembro,
até onde, por fim me completarei,
mesmo que esteja, longe desse entendimento,
em misterioso labirinto.
Estimulado, pelo desejo de liberdade,
a vencer-me no preconceito,
a lutar contra todos os medos do medo,
e a provocar a escrita ao movimento,
e a protegê-la de maus olhares...
Para que em brincadeiras de palavras
me construa à vontade, nos degraus
do que me eleva,
e provoca emoções
e me dá sentido...
E haja quem me queira
tão somente
pelas palavras,
e se sirva de minhas palavras,
se delas souberem mais de si
e de como brincar,
assim comigo,
para que se seja poesia,
para além de qualquer palavra,
e mais do que poeta.
Mesmo como poeta
até ao que me proponho,
sem nunca perceber bem a razão
do que ao certo me motiva
e me impulsiona
a esta constante procura
e mutação.
Os versos são como rios
difíceis de trancar
dentro da nascente,
de todas as recordações.
E pesado é o mundo
que carrego,
sem nunca entender,
se é mal
ou bênção.
Mas, valha-me o amor,
por que só nele
me acredito
e conduzo,
mesmo como poeta,
esperando que a vida se escreva
mesmo de poucos cantos,
mas belíssimos,
em poesia.
Não poderemos morrer
prejudicar muitos,
e haver tanto fanatismo
e solidariedade
por quem tão orgulhosamente
corrói
e tanto desprezo tem
por quem sem defesas sofre
e tristemente se perde?
Onde mora o homem de género;
capaz, de fazer nascer o futuro
e do amor que justifique sua grandeza?
Entre tanta pobreza
haverá quem, certamente,
esteja bem acordado
e pleno de sabedoria,
pronto para marchar
e a emergir do silêncio...
Não poderemos morrer
de inércia,
esvaídos de memórias.
Não poderemos morrer.
Oração do Lavrador (uma prece do labor e da terra)
Solidão
nos confins do universo,
limitado a este pequeno mundo,
onde nem tudo
o que conheço desgosto,
e o que me é esquisito, atrai,
à espera que me descubram,
e me salvem,
sem certezas de futuro
e de haver alguma ponte,
dá-me angústia,
aumenta-me a solidão.
Crio esperanças,
invento crenças
e imagino-me como eleito,
e assim me compenso da pequenez
e ao medo do fim.
Não Te entendo,
e nada sei de Ti
mas muito provavelmente
sabes que existo.
E assim jogamos;
perdendo-Te sempre,
talvez para que, um dia,
Te aprenda...
Um
Quero ser mais do que um,
quero ser mais de um.
Quero ser mais um,
mas, no fim,
quero ser apenas um,
para descansar.
Outra vida
Não sei o hoje
Não sei o hoje. Ainda agora nasceu.
Mas tão longe irão as horas,
depois de o dia subir tão alto,
que, ao cair da tarde, será já tão tarde,
até que acabe a tristeza,
depois de se pôr o passado,
e reste uma noite curta
entre o longo hoje
e o possível amanhã.
Não sei o hoje, temo o que ainda não sei,
mas creio no (re)início.
Caminho
Nem sempre
entendo
este caminho
de ser,
a não ser
quando o sou,
caminhando-o.
O sonho
é maior que eu,
para que me imponha
a não vivê-lo.
Mesmo que me (des)iluda,
não me resignarei
à força da gravidade,
à cristalização...
O sonho
leva-me ao melhor de mim.
Sem me mentir
a querer mostrar
o que não sou,
quando valho mais
do que pareço
e esperam de mim.
Esta coisa
do invólucro
só deverá reflectir
a totalidade
da essência,
sem fazer batota,
me mentir.
Veneno
Fujo
não para esquecer,
mas para alcançar
liberdade.
Solto os animais
que me habitam
e apodera-se-me
outra coragem,
e luto com a sombra,
para desventrar,
no mais profundo dos mistérios
da existência,
as entranhas do infinito,
até à soberana consciência
do todo, em mim.
Fujo,
por que (pres)sinto,
o inimaginável,
sem o conseguir decifrar.
E lucidamente
confundo-me
com a loucura
e a insatisfação.
É difícil
crer
e ser terreno,
ser deus
e também carne,
amar
e sobreviver.
Fujo,
com esperança,
que algum dia
me encontre.
Estes
que outrora foram os revoltosos,
são agora os resignados,
vendidos ao poder,
limitados pelo que usufruem,
presos nas teias
que entre si teceram,
esquecidos dos ideais ...
Esperando que outros surjam
por entre seus pesadelos,
e se aproveitem de suas fraquezas,
e façam, agora a mudança,
convencidos de verdades,
lúcidos de sua classe,
conscientes da grandeza do todo...
E os soltem , sem quererem,
de seus fantasmas
e de malévolas ambições.
E livres estarão
de nunca apenas,
se pertencerem
e de que não lhes roubem
o amor.
Dois senhores
com fanatismo
quem faustosamente
diz ser representante
de Cristo na Terra,
nada sabe de Jesus,
não é um bom cristão,
nem um bom homem.
Neste circo da existência;
somos amestrados
pelas armas do medo,
submissos à sombra,
presos à insignificância,
incapazes de transcender as crenças
e de tocar com liberdade
o divino.
Não se pode servir
a dois senhores...
Aprenderei
o necessário,
para que me entendam
em todos os lugares
e assim também possa
decifrar o sentido
de todas as palavras
que me sejam declaradas
com amor,
e que advenham de Ti.
Mas Contigo
falarei apenas,
na língua de minha alma,
para que me ouça
e Te (pres)sinta
daqui, onde (re)nasci
e me (re)fiz,
em português,
até ao infinito
de todos nós,
sem que, o tempo
nos conte
e a noite
nos caia,
mesmo que sejam
breves as emoções.
Vinga o animal
não passa de lamechices de um homem simples
que teima em chamar por Ele,
indignado com tanta (in)justiça,
incluindo a do Arquitecto.
Como puderam os homens inventar a culpa
sobre uma única mulher
(e marginalizarem as restantes)
e fazerem d`Ele seus cúmplice?
E persiste a inverdade das minorias
para garantir o poder sobre os demais.
Mais do que a razão, vinda o animal.
O país da dignidade
despreza-se gente,
corrompe-se a esperança,
desertifica-se o hoje,
decreta-se o incumprível,
persiste-se ao caos...
O que dirá de nós
o futuro
e onde será o país
da dignidade,
para quem ainda crê
ser também Portugal?
Ai, os ventos
que tardam
e as mordaças
que calam o grito
da vondade
plural!
Se acordarmos tarde,
tarde será,
para que o dia
seja pleno de (r)evolução,
nasça o Sol em cada um
e haja outro amanhã!
Fujo
para pôr fim,
parar,
senão enlouqueço;
é um desmaio.
A terra
e a solidão
fazem-me crescer.
Medito
para não pensar,
(re)educo o crer
e procuro-me
no caminho
e no amor.
Aqui, nasci,
aqui, aguardo
a morte
ou um (re)começo.
Aqui, sou mais eu,
desprendido
de vícios
e de olhares
que me ceguem.
Aqui sou mais de outros
mesmo por (re)conhecer.
E aguardo na serenidade
de minha madrugada
um outro amanhã,
onde vingue o meu sol.
O Homem
já não tem idade
para tanta irresponsabilidade,
se prender a instintivas tradições,
se refugiar em utópicos mitos,
inventar crenças
que lhe sirvam de escudo,
e lhe dêem poder...
Como se a inteligência da natureza
fosse estática
e ele a obra prima
do Criador.
A caverna
não é mais seu habitat.
E somente
o universo persiste
como tecto,
sabedoria
e futuro,
espelhado no infinito
de sua alma.
Predador
de teus silenciosos
e repetidos passos,
na invasão premeditada
do intimo mais sagrado,
sobre as perdas de uns
para teu usufruto,
num inesquecível outono.
Nas pisadas deixadas
de teus contraditórios actos,
na eloquência de teu desespero,
na incongruência de tuas (in)verdades,
na ansiedade de justificação,
na vítima que se inventa à pena,
na culpa que promete pesar,
não dar descanso...
Finges-te esquecido
do que tudo sei,
incutes confusão no óbvio
e mascaras-te de virgem,
como se nunca tivesse já acontecido
uma outra primeira vez.
És artista da vida,
perdido no papel que te cabe,
representando ao espelho,
temendo o palco da consciência,
sem compaixão alguma
pelo drama dos que te restam
e ainda te amam.
Reinas no mundo da ignorância,
como um louco,
sonhando com um tesouro,
que te compense a pobreza.
Depois de ruir a casa,
aconselho-te pela última vez,
que te lances ao mar
das cristalinas emoções
e aprendas a nadar
como mais um peixe
que cresce na igualdade,
de Aquário,
até que encontres
o sol da tua paz.
Não pertence o perdão
ao predador
e jamais te acharás, aqui.
Guerreio-me
entre Animal
e Deus.
Ainda, acredito
no Homem
e no Ideal
por desvendar.
Guerreio-me
na solidão
para nunca ser só.
Elevar
para exorcizar
os meus instintos,
confrontar
os meus fantasmas
mais recônditos...
E tu de mim,
para exercitares
o poder do velho ego,
que te compensasse
da complexidade, desde agora...
E não nos conseguimos
elevar no sentimento
que nos unisse
ao futuro dos afectos,
ao amor...
Quando dou,
já recebo!
Sonho
com alguém
que veja melhor
do que eu,
para que me indique
o meu caminho,
e possa, assim,
ver a luz de mim,
e saiba feliz,
agradecer
e retribuir,
dando-me
no que sou,
possuo,
penso
e sinto.
Sonho
com a evolução.
Renego
o que já de mim
morreu.
Não sei no que acredito
Procuro-me
no que dificilmente
alguma vez encontrarei...
Mas não me consigo deixar possuir
pelo vazio do silêncio;
com as dores da estagnação
e morrer sem permitir ao pensamento
que voe para onde me queira levar.
Por que um céu assim
tem um azul mais azul
e as searas são mesmo de oiro,
quando só ele sem receios,
me dá a liberdade
por entre eles flutuar.
E os homens são mais autênticos
sem o saberem,
quando se confundem
com toda a natureza
e tudo é mais parecido
com o que acredito
na minha permanente busca
à revelação.
E sinto-me insignificante
ao todo do saber
sem compreender os limites
e o tempo
que estão para além de mim,
neste agora, que constantemente me morre,
até quando tudo permitir.
Não sei no que acredito,
mas há uma voz em mim
que clama por Ele,
mesmo que O negue.
Nunca me aceitarei
no que me prende à Terra,
quando me convenceram
da perfeição ao céu.
Não foi, quem dizem,
quem nos criou.
Só assim, poderei
compreender a natureza,
aceitar o divino
e viver sem temor
e culpa.
Mas continuarei
a achar-me ridículo,
com as coisas
que visto
e inúteis
com que convivo
e diariamente
me prendem
me empobrecem.
Os cravos estão mortos
os homens e as mulheres,
que fizeram eclodir a primavera,
depois de tanto sofrerem
soterrados num longo
e terrífico inverno,
permitirem que um outono
cinzento-provações,
lhes cubra as cabeças,
ameaçando o futuro da esperança
por que lutaram,
sem que nada incomode a lembrança,
como se agora, seu sofrer
fosse de cegueira
ou a demência?
Os cravos murcharam,
estão mortos!
O meu relógio
que trabalho o meu.
E faço das palavras
a poesia de cada um,
e também um de meus melhores,
de muitos, rios,
de mim nascidos,
que em mim desaguam;
o da procura,
ao oceano do sem fim.
O meu relógio
tem pelo menos,
dez ponteiros;
para que assim entenda
o tempo
e a vida...
O meu relógio
pulsa
como um grande coração!
Solidão
Eutanásia
Já não sei.
Não me apetece mais.
Tenho o direito de nos querer felizes
e o dever de ser autêntico.
Tudo é-me banal
e feio,
e mau...
Nem o amor já me surpreende,
nem eu...
Abreviarei a vida,
sem dor,
nem sofrimento,
ao incurável ontem,
ao instável e ansioso amanhã,
para que seja o agora,
num espaço para todos, habitável,
em cada um de nós,
por nós,
vivo!
Juízos
E mostraste-te, como sempre,
de modo a que te apreciem
e te valorizem,
como único, o melhor
e jamais te rejeitem...
Por detrás do teu sorriso,
havia um dissimulado desdém,
e de mim, os juízos,
que te tranquilizassem.
E deixei que representasses
sem te saberes tão mau actor,
para que aliviasses o sofrimento
de teus complexos,
e por o imaginar medonho.
Como podes ainda estar tão longe
de seres tu,
valorizando-me de mais,
no que tanto desprezas
por tudo o que em ti temes?
Que idade terá Deus
tê-lo-á feito à Sua imagem.
Ou terão alguns homens
inventado Deus
(O que nos criou e nos castiga),
para que se sentissem Ele
e assim reinassem,
sobre os puros,
os carentes de acreditar,
os que O procuram,
os desejosos de salvação,
os perdidos,
os indesejáveis,
os desordeiros,
os aflitos,
outros poderosos?...
Na história do Homem,
este Deus nasce bem mais tarde,
do que Ele.
Que idade terá, então, Deus?


